Como precificar medicamentos na sua farmácia: guia prático
A precificação é a decisão que mais mexe no resultado da farmácia — e, ainda hoje, a que mais é tomada no achismo. Um markup fixo aplicado a tudo deixa dinheiro na mesa nos itens de baixa concorrência e espanta o cliente nos itens que ele compara. Este guia mostra como precificar com método.
Os 3 balizadores de todo preço
Todo preço saudável vive dentro de uma faixa, calibrado por três referências:
- Seu custo + margem mínima (o piso). Abaixo disso, você vende no prejuízo. Precisa ser o custo real — com ICMS e regime tributário, não só o valor da nota.
- O preço da praça (a concorrência). É o que define se você está caro ou barato aos olhos do cliente, produto a produto.
- O teto legal — PMC (o teto). Medicamentos têm Preço Máximo ao Consumidor definido pela CMED. Passar dele é risco fiscal.
Precificar bem é encontrar, para cada item, o ponto entre o seu piso e o teto legal que faz sentido diante da praça.
O passo a passo
- Descubra seu custo real. Cruze o custo de reposição com o ICMS e o regime (Substituição Tributária ou normal). Veja como calcular a margem real.
- Defina a margem mínima por categoria (genéricos, similares, referência, perfumaria). Não precisa ser igual para todos.
- Compare com a praça. Levante o preço dos concorrentes relevantes para cada item — de preferência todo dia, porque a concorrência muda.
- Respeite o PMC. Nenhum preço pode superar o teto. Entenda o PMC e a CMED.
- Escolha a estratégia item a item (a seguir).
Três estratégias de preço
- Agressiva: preço puxado para ganhar volume e tráfego — típica de genéricos e itens de vitrine que o cliente usa para "medir" a farmácia.
- Equilibrada: competitiva sem sacrificar a margem. É o padrão para a maior parte do mix.
- Margem: prioriza a rentabilidade onde há pouca sensibilidade a preço (itens de conveniência, baixa comparação).
Erros que corroem a margem
- Markup fixo para tudo — ignora o giro e a concorrência de cada item.
- Precificar sem olhar a praça — ou perde a venda por estar caro, ou entrega margem à toa por estar barato.
- Furar o PMC — além do risco fiscal, é fácil acontecer sem controle automático.
- Não medir a margem real — achar que "preço menos custo da nota" é o lucro esconde impostos e despesas.
Como fazer isso todo dia, sem planilha
Fazer esse ciclo à mão, para milhares de itens, é inviável. É exatamente o trabalho que a StatusPharma automatiza: monitora diariamente as maiores redes, calcula sua margem real e sugere o preço ideal de cada item nas três estratégias — sempre acima da sua margem mínima e abaixo do PMC. A palavra final continua sendo sua.
Precifique por dado, não por achismo
Veja onde você está na praça e receba o preço ideal de cada item.
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